13.5.03
VAI ESTAR NO REINO UNIDO EM JUNHO?
Então vai estar numa boa, porque uma das melhores bandas do momento, a formidável The Libertines, vai estar fazendo uma mini-turnê de aquecimento para o seu show no MELHOR FESTIVAL DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS, o cool Festival de Glastonbury (cujas bandas serão divulgadas no próximo dia 30 de maio). Quer saber as datas?
20 junho - Manchester Academy;
22 junho - Glasgow Barrowlands;
24 junho - Leeds Cockpit;
25 junho - London Forum.
Vai lá, aproveita que o dólar está caindo...
Ouvindo Death on Stairs, brilhante, de The Libertines
OBITUÁRIO
Deixando de lado a política (mas não a esquecendo), bem como deixando de lado Deus Diego (mas não o esquecendo, claro), voltamos a programação normal, para falar de música. E para falar que NOEL REDDING, baixista da banda que gravou com Jimi Hendrix o seu primeiro álbum "Are You Experienced?, morreu aos 57 anos no último domingo...
Tocava bem? Creio que sim, mas passou desapercebido pelo mundo do rock. Também, tocando ao lado de Hendrix, qualquer um ficaria assim...
Ouvindo Foxy Lady, g-e-n-i-a-l, a melhor música de Hendrix
12.5.03
AQUI NINGUÉM FALA MAL DE DEUS...
Ah, eu já ia me esquecendo... além da minha campanha "Eu Adoro Fidel", acabo de decretar que aqui nesse blog ninguém fala mal de Deus, ou seja, Dele...Diego...e aproveitem e visitem o link abaixo, para o Seu site oficial...vale a pena...
Ouvindo qualquer tango, lindo...
FRASE DO DIA (OU, APENAS MAIS UMA COMPROVAÇÃO DA SUPERIORiDADE BEATLE SOBRE O CAFONA IMPÉRIO ROLLINGSTONIANO)
Vocês souberam do show do Paul McCartney (na Itália) na praça em frente ao Coliseu, né? 300.000 pessoas. Tudo bem, o cara tá velho, tá fraco, mas é um beatle...e ele foi genial, ao comentar a quebra do recorde de público na Itália:
"Quando você tem sorte, quebra os recordes de público dos locais onde se apresenta. É tão legal quando você chega num lugar e eles dizem: 'Até agora o recorde de público daqui era dos Rolling Stones, mas agora é seu'. E nós dizemos: 'Sinto muito, Mick"'.
Hehehe...
Ouvindo É Tudo Pose, bacana, de Lobão
EU APOIO FIDEL CASTRO!!!
Tendo em vista os recentes ataques furiosos do meu amigo Picareta ao velho barbudo da ilha mais bacana do Caribe, eu me sinto na obrigação de abrir um hiato na discussão musical, apenas para deixar bem claro a minha posição:
EU APOIO FIDEL CASTRO. E se o sujeito quer matar uns cubanos fugitivos safados, bem faz ele...ao menos os caras morrem em Cuba mesmo e não nos EUA, onde os guardas da fronteira matam mais mexicanos por ano do que exército de Israel mata palestinos...
Voltamos à programação normal...
Ouvindo Loirinha Americana, legal, de Mundo Livre S/A
8.5.03
Ah, e a Cecília, além de cantar MUITO, ainda escreve muito em um dos sites mais bacanas da net, a muito boa REVISTA BALA . Confiram, visitem, leiam...
ENTREVISTA 4 ACORDES – CECÍLIA GIANNETTI – VOCALISTA DA BANDA CASINO
“Ah, coisa assim não acontece todo dia
Coisa assim não acontece todo dia...
Se isso der mesmo em samba , faz minha vida feliz, feliz, feliz”
(“Coisa Assim”, Casino)
Em tempos difíceis como esses, em tempos de um início de século absolutamente perturbado, não há como não gritar de alegria ao esbarrar com uma banda tão sensacional e bela como a carioca CASINO. Formada originalmente sob o nome de 4track Valsa por Christiano Menezes (guitarra e teclado), Cecília Giannetti (vocal e guitarra), Maria de Fátima (guitarra), Júnior (bateria), Júlio (baixo) e Ricardo (percussão), a banda nasceu no Rio de Janeiro e mudou de nome para mostrar que o rock, a bossa, a sensibilidade, as palavras inteligentes e a vontade de fazer, quando misturados, formam um quadro lindo de se ver, lindo de se ouvir, delicadamente desenhado por ótimos músicos. E no meio desse lindo quadro sonoro, que mais se assemelha a um doce tapa na cara do ouvinte, impossível passar imune à voz de Cecília – uma das melhores vocalistas do Brasil, desde sempre – que encanta e conduz a viagem, do início ao fim. E, gentil, Cecília concordou em falar ao 4 Acordes por e-mail. E a entrevista segue abaixo. Aproveitem bem...
Ah, e não deixem de ouvir e procurar o som da banda, que já lançou o tape “Altas Horas” em 1999, o vinil 7” em 2000 (ambos ainda como 4track Valsa), e o belo EP Casino, em 2001, que você encontra aqui, na Midsummer Madness Records...
Pergunta: Casino. Uma viagem nostálgica ao romântico e antigo Rio de Janeiro ou apenas um striptease da alma com uma excepcional trilha sonora? Como tudo começou?
Não tem conceito pré-arranjado. Comecei a tocar com o Christiano (guitarrista/tecladista) quando eu tinha 12 e ele 10 anos de idade. O Júlio também tocava nessa época, mas acompanhava com violão. Pouco depois começou a aprender baixo. Mas foi só depois de eu passar por uma banda de punk rock sem eles dois (mas com a Fátima - guitarista - foi onde eu a conheci) e de tocar ainda alguns anos sem o Júlio, que a formação atual da banda se firmou.
P: Existe uma certa dose de tristeza, de bossa nova, de rock´n´roll, de suaves melodias e de letras maravilhosas no Casino. Como você descreveria a sonoridade da banda para quem nunca os ouviu?
Quando eu tava ouvindo muita coisa da época de bossa nova e até de um período pré-bossa, como alguns conjuntos vocais dos anos 50, etc., até dava pra dizer "ah, tá, releitura de bossa". Eu não ia poder negar porque, afinal, era o que eu tava ouvindo na época. Mas acho que não é por aí. Basta ouvir: estão lá três guitarras, teclado, percussão, baixo e bateria - se isso for bossa nostálgica romântica, eu sou abstêmia. Eu descreveria como música brasileira, pop-rock.
P: Quais as influências musicais e literárias, já que na banda o texto vale tanto quanto o som?
Não dá pra citar um ou dez como se fossem influências diretas da banda. Minhas leituras variam o tempo todo, conforme a necessidade, para estudar, e a vontade, assim como o som que eu e os outros quatro integrantes escutam. Agora eu tô lendo muito o que eu escrevo e escrevi há alguns meses, pra ir acertando uma coisa aqui e ali, mas é tudo texto, não são letras de música nem poesia. Tô lendo também a Casa do Incesto da Anais Nin e Trópico de Capricórnio, do Henry Miller. Mas não influenciam letra de música. As letras têm que ser escritas de uma maneira que eu acredite nelas, mesmo quando não falam de coisas reais pra mim, quando são histórias dos outros, e têm que caber num jeito de cantar que me agrade. Então a minha influência é a circunstância da música e a situação descrita pela letra, casada com a maneira que eu consigo cantar, que é sem treino de voz, etc.
P: O que mudou dos tempos do 4track Valsa para o Casino?
A mudança de nome não marca a mudança de som. Acontece o tempo todo uma mudança de som, até agora mesmo, quando a gente não tá fazendo show. Quando ensaiamos hoje, tocamos outra coisa que não tem muito a ver com o que tá gravado e foi lançado pelo MIdsummer Madness e a tendência é sempre incorporar tudo que me interessa, o que tem interessado aos outros... mesmo porque isso é inevitável. No resto da banda ninguém gosta muito de hip hop, mas tem sido o que mais escuto há um ano. Tenho ido ver batalhas de improvisação (na Lapa, começou uma festa fixa com isso, todo sábado, no Galpão da Lapa - de graça), só shows... é o que me interessa em termos de vocal agora. Eu sei que não vou fazer rap porque não tenho a capacidade e a perseverança pra treinar da maneira que vejo Marechal, Akira, e outros caras de rap aqui do Rio fazendo, passam oito horas estudando, o dia todo... não consigo isso, mas ao mesmo tempo é impossível não admitir essa influência, não deixar entrar ou não perceber que já entraram algumas quebradas no ritmo dos versos de uma música recente minha, por exemplo. Não é hip hop, mas eu sei o quanto do que tenho ouvido dos MCs está lá.
P: O reconhecimento que vocês vêm obtendo na imprensa musical é um estímulo para as bandas nacionais novas. Mas como você avalia este espaço? A internet ajuda ou você acha que o veículo acaba sendo apenas um reduto para poucos?
Não sei, acho que teve barulho quando lançamos a primeira demo, depois fizemos o clipe em São Paulo na MTV, tocando ao vivo, e falaram bastante também.. aí lançamos o EP, ele esgotou, vendeu tudo, graças a Deus. Se a imprensa gostou ou não, sei lá, os caras têm que falar de quem tá aí, né? Acho que na verdade não gostam não, chegam em casa e vão escutar outra coisa, um troço bem gravado - :)) - Internet ajuda um bocado. A gente não aproveitou tudo que podia do meio, apesar de eu trabalhar direto em web, porque não temos tempo de ficar fazendo site, essas coisas.
P: Quais bandas novas você anda escutando?
Wado, DJ Dolores, Tupac, De Leve, um MC de Niterói, Marechal, idem, de quem eu gravei toscamente umas músicas e improvisos numa fita junto com uma entrevista que fiz com ele; Dre, Jay-z, Instituto, Whiskeytown, Van Morrison... peguei a Fátima ouvindo Dido noutro dia e tentei convencer ela que o Eminem era gente boa pq lançou a mulher mas ela não quis me ouvir.
P: Planos para o futuro? Álbum, shows?
Show onde? Aqui no Rio, até o Kashanga fechou. Me divirto mais tocando em casa.
7.5.03
THE CRAMPS - FIENDS OF DOPE ISLAND
E depois de seis anos longe dos estúdios, quando lançaram o fraco Big Beat From Badsville (1997), eis que a banda mais pervertida e adoravelmente doente de todos os tempos retorna com um lançamento inédito. A banda? THE CRAMPS? O album? O recém lançado Fiends of the Dope Island. Bacana e simplesmente The Cramps. Precisa Mais? Óbvio que não. Logo de cara, dá para sentir que a banda tenta (e consegue) o retorno ao psychobilly insano que a consagrou. Guitarras macabras e seguras e a sempre genial voz debochada de Lux Interior dão o tom na excelente Big Black Witchcraft Rock. Na seqüência vem a alegórica Papa Satan Sang Louie, um blues acelerado e delicioso, que bem poderia ser performado por The Kinks nos mofados anos sessenta, caso esses últimos tivessem sido bons. Dr. Fucker MD segue abrindo com uma bateria compassada, para terminar em uma guitarra ritmada e nada anestésica, deixando ouvinte feliz por ainda existir Poison Ivy (guitarras) no mundo. E o disco prossegue naquilo que The Cramps sabe fazer de melhor, letras “filmes B”, sexo, horror e rock´n´roll. Puro rock´n´roll. Elvis Fucking Christ, She´s Got Balls e Dopefiend Boogie remetem ao melhor The Cramps, como se Lux e Ivy ainda estivessem com quinze anos e cheios de energia, como se fossem personagens de um filme trash e sem a menor vontade de levar o rock´n´roll a sério. E eles não levam? Claro que sim e sorte nossa um álbum desses ainda ser lançado em pleno século vinte e um. Sorte mesmo...
Ouvindo Can Your Pussy Do The Dog?, brilhante do começo ao fim, de The Cramps
6.5.03
AGORA SIM...
A banda mais bacana do começo do século, The Strokes, resolveu dar um "hasta la vista" ao produtor Nigel Godrich (que já trabalhou com Radiohead, entre outros). Ao que parece, o sujeito não funcionou com a banda, que resolveu chamar o produtor do primeiro álbum, Gordon Raphael, para assumir a empreitada do segundo trabalho. Pode apostar que, agora sim, vai sair coisa boa de ,novo...
Ouvindo Stroke, alguém lembra disso, de Bonfire (credo!!!)
KISS RECORDS
A banda que não acaba, a mais chata do planeta, a banda mico de circo do universo, o KISS, resolveu lançar um selo próprio em parceria com a Sanctuary Records. O nome do dito selo será Kiss Records e irá debutar com o álbum The Kiss Symphony: Alive IV, com a banda sendo acompanhada pela Orquestra de Melbourne.
Vocês já sabem a minha opinião sobre esses palhaços que se pintam para cantar rock´n´roll (eles tocam rock?), agora o que eu não compreendo é por que cargas d´água eles acham relevante lançar um novo (novo?) Alive. Cacete, ninguém mais quer ouvir o Kiss...não é?
Ouvindo Kiss, lendária, de Prince
5.5.03
CLASS OF 86 – GERAÇÃO ESCONDIDA
Em 1986, o MELHOR jornal de música do planeta, o New Musical Express, lançou um tape histórico simplesmente chamado C-86 (Class of 86). Referido tape continha apenas bandas novas e desconhecidas (e bacanas para cacete) que combinavam magistralmente guitarras ruidosas com melodias suaves. Os grupos que estavam no referido tape, tinham, curiosamente, uma espécie de singular identidade musical e estavam, efetivamente, fazendo um som contemporâneo e autêntico (a verdadeira pré-história do brit-pop e do indie guitar sound verdadeiro). Não demorou para que tais bandas (e outras do mesmo estilo sonoro) fossem apelidadas de Class of 86, muito mais por estarem visual e musicalmente atreladas umas às outras do que simplesmente por terem sido rotuladas pela imprensa musical da época. Muitas delas não fizeram o sucesso que mereciam e simplesmente desapareceram na história, deixando apenas poucos álbuns gravados e influenciando gente pacas (se existiu Nirvana nos 90, queridos, agradeçam a Class of 86). Injustiça total. Na minha opinião, a Class of 86 gerou uma quantidade BRUTAL DE BANDAS LEGAIS, as quais, na sua maioria, não tiveram o reconhecimento do seu talento devidamente atestado. Mas isso é passado. Quem curte um bom som não pode deixar de ouvir e reverenciar toda essa geração de músicos, infelizmente escondida sob os escombros de uma década tão fértil e bacana como a década de oitenta.
Ah, quer ouvir e saber um pouco mais da história? Visite esse EXCEPCIONAL SITE e leia e baixe tudo o que puder.
As bandas? Primal Scream, The Pastels, The Shop Assistants, The Mackenzies, My Bloody Valentine, The Wedding Present, The Might Lemon Drops, Babe Lemonade, Motorcycle Boy, The Primitives, The Soup Dragons, Razorblade, Yeah Yeah Noh, Submarine, Half Man Half Biscuit entre outros… só biscoito fino…
Ouvindo Class of 69, explosiva de boa, dos divertidos Alien Sex Fiend
EM FESTA QUE IDIOTAS HOMENAGEIAM PATETAS, ATÉ MARINES APARECEM...
Artistas bizarros (e ruins) como Sum 41, Limp Bizkit, Korn e Avril Lavigne participaram do show tributo promovido pela MTV norte-americana (tinha que ser) em homenagem aos artistas (bizarros e tão ruins quanto) do Metallica.
Avril Lavigne cantou Fuel (não conheço essa música), enquanto Snoop Dogg cometeu Sad But True. Korn tocou One e Limp Bizkit tocou Sanitarium. O próprio Metallica tocou canções de seu próximo disco, St. Anger, com o novo baixista Rob Trujillo.
No final, quatro marines norte-americanos que estiveram no massacre do Iraque ainda foram ovacionados pela platéia, enquanto a MTV soltava balões coloridos. Uma beleza. Tão patético quanto essa banda e essa emissora poderia ser.
Se eu fosse o Dave Mustaine, dava graças a Deus de ter saído a tempo dessa roubada...
Ouvindo Kick the Metallican, péssima, de Sabbat
CURITIBA POP FESTIVAL
E nesse último final de semana teve o bem intencionado Curitiba Pop Festival (tá, eu sei que de boas intenções o inferno está cheio), mas o que vale a iniciativa, não? Quem tocou?
A bacana banda paulista Monokini; o chato pernambucano Otto; os classudos alemães do Stereo Total; os adolescentes do Bidê ou Balde; a interessante banda goiana Mqn; os mezzo gaúchos do Cachorro Grande; os insuportáveis pernanbucanos da Nação Zumbi; e a fantástica banda norte-americana Breeders.
Alguém pode me dizer se foi bom?
Ouvindo nada, por enquanto...
PARA VARIAR...
Para variar a Fluminense FM, a maldita, famosa rádio carioca que toca rock´n´roll, está por um fio. Os proprietários da rádio não andam satisfeitos com os resultados e resolveram acabar com o rock que toca naquelas bandas. Não quer que isso aconteça? Manda um e-mail para fluminense@fluminensefm.com.br e encha o saco dos caras. Quem sabe eles não mudam de idéia....
Ouvindo This is Radio Clash, funk dos bons, de The Clash
2.5.03
BOB GRUEN É THE WHITE STRIPES
No último dia 19 de abril, a MELHOR BANDA DO MUNDO, The White Stripes, fez um concerto seletíssimo em Nova Iorque, no Hammerstein Ballroom. Como eles são espetacularmente bons, Bob Gruen, um mito da fotografia rock´n´roll esteve lá e conferiu. Quer ver fotos como a de cima, na qual as deliciosas Winona Ryder e Meg White se confraternizam? CLIQUE AQUI . Você vai ver o cool Jack White e a fabulosa Meg White entre pessoas bacanas como Nicole Kidman, Julian Casablancas, Jim Jarmusch e outros...vai lá...
Ouvindo Pictures of Lily, insuportável, de The Who
WE ONLY WANTED TO BE LOVED
“You never listen to a word that I said
You only seen me
For the clothes that I wear
Or did the interest go so much deeper
It must have been
The colour of my hair”
(The Public Image – PIL, 1978)
E na explosão do movimento punk, em pleno auge, quando ninguém imaginava o fim dos Sex Pistols – a banda que foi simplesmente a “cara” do movimento britânico – eis que o impensável acontece e Mr. Johnny Rotten (vocal dos Pistols) decide deixar a banda em meados de 1978, assumir o seu verdadeiro nome de John Lydon e montar uma das melhores bandas de todos os tempos, PUBLIC IMAGE LTD.
Formada no próprio ano de 1978, Public Image Ltd., ou simplesmente PIL, foi uma espécie de manifesto particular de Lydon sobre tudo o que acontecia naquele fervilhante final de década. Uma espécie de terapia praticada à margem do olho do furacão punk. Auxiliado por músicos espetaculares, Lydon montou uma das melhores formações de rock´n´roll de todos os tempos com ele próprio nos vocais, Keith Levene (membro fundador do The Clash, aliás) nas guitarras, Jah Wobble no baixo (a própria lenda) e James Walker na bateria (um mito que tocou no brilhante Fame de Grace Jones, de 78). Juntos, eles gravaram o primeiro disco da banda, o sensacional Public Image (dezembro de 1978), recheado de canções experimentais, pesadas e cruas como se fazia necessário naqueles tempos. A surpresa foi geral. Como um moleque com cabelos desarrumados e dentes sujos podia ter a audácia de aparecer em uma capa de disco com os cabelos penteados e vestindo terno? O conceito era tudo. E isso era o melhor. Os punks se contradizendo, pregando mudanças, e não aceitando algo que pudesse se sobrepor ao punk. Ali foi o começo do fim...
No ano seguinte o PIL lançou um dos melhores álbuns de todos os tempos. A obra prima Metal Box. Editado em 45 rpm e embalado em uma caixa de metal de 12 polegadas, o álbum é perfeito. Metálico, sujo, ruidoso, elaborado, sutil, inteligente, enfim, uma obra prima. O ruído do rock dos oitenta, com certeza, deve muito a esse álbum.
A partir daí, a banda mudou de formação e lançou uma série de álbuns como o artístico Flowers of Romance (1981), o ideológico Album/Compact Disc/Cassette (1986) – que teve Steve Vai nas guitarras - e o fraco Happy (1987), até acabar no começo da década de noventa, com a missão cumprida...muito bem cumprida.
Ouvindo Image of Me, dos desprezados e geniais Supersuckers
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