19.7.04


QUANDO FALAR DE AMOR ERA A COISA MAIS COOL DO MUNDO   
    
Todo mundo que é um pouco sabido e descolado e entende de rock e anos oitenta, tem plena noção de que o movimento New Romantic foi um dos mais bacanas e injustiçados do planeta Terra.
 
Surgido em meados dos anos oitenta, o movimento New Romantic resgatou uma coisa totalmente em baixa no rock and roll pós-punk, ou seja, o AMOR.
 
E como o AZALBA é e sempre foi um cara amor, então nada mais certeiro do que eu adorar esse movimento interessantíssim, que, com seus teclados fofos e guitarras suaves, serviu de BASE PARA TODA A GUERRILHA ELETRÔNICA que incendiaria o mundo nos anos 90/2000.
 
Mangas bufantes, ternos coloridos, letras escancarando a paixão, cabelos com gel e brilho, cores fortes, sintetizadores baratos e rasteiros de churrascaria, enfim, tudo o que você pode achar cafona e sem noção foi permitido pelos new romantics. E foi um arraso.
 
Duran Duran, Softcell, Ultravox, Gary Numan, Human League, Japan, Spandau Ballet, entre tantas outras, foram bandas que mostraram ao mundo que o rock podia ser pop, sem nenhuma vergonha disso.
 
E se qualquer garoto hoje pode escrever letras de amor e tocar saxofone e/ou sintetizador em uma banda de rock, ah queridos, esse garoto deve a sua vida a garotos londrinos românticos que já não existem entre nós...
 
Ouvindo Only When You Leave, de arrepiar, de Spandau Ballet



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